O PARTO PREMATURO
O CONCEITO DE
PARTO PREMATURO
Não importa quantas definições existem para caracterizar o parto
prematuro.
A definição do OMS e: parto prematuro e aquele parto que
começa com a idade gestacional menos de 37
semanas.
ATENÇÃO
!!!!
Temos que diferenciar um prematuro de um neonato com baixo
peso; isso e completamente outra coisa.
Neonato de baixo peso e aquele que nasce com menos 2500
g.
Geralmente os prematuro tem baixo peso. Podemos ter bebe de baixo
peso mas não prematuro.
INCIDENCIA:
4-11% em países desenvolvidos, no Brasil 7%.
A
problema clinica e diagnostica do parto prematuro começa ainda no
pré-natal. O medico tem que descobrir qual são as chances que a mãe
tem por um parto prematuro.
Por isso, tem que pensar, primeiro, nos fatores de risco por parto
prematuro. Eles são classificados em:
-
Epidemiológicos
– sócio
econômico (menor nível, desnutridas), gravidez indesejada,
pré-natal inadequado, estresse (atenção á profissão !!!),
tabagismo, alcoolismo, consumo de drogas
-
Ginecológicos:
amputação do colo uterino, malformações uterinas (útero septado,
bicornes, miomas)
-
Obstétricos:
presença de infecção amniótica (ascendente – Bacteróides e
Gardnerella – ATENÇÃO A SECREÇÃO) – ativação das
elastáses que da esvaecimento do colo e as vezes a rotura das
membranas, alterações hormonais (especialmente alterações de
progesterona), incompetência cervical (colo que não consegue
segurar o feto – a historia típica e aquela grávida que da
luz mais e mais cedo cada gravidez), DPP, placenta praevia,
malformações fetais, partos prematuros anteriores.
-
Clínico-cirúrgicos:
diabetes, HTA, doenças de tireóide, infecções, doenças renais), as
vezes e prematuridade eletiva.
-
Iatrógenos:
inconcebíveis !!!! – erros de calculo na idade
gestacional
-
Idiopáticos
– partos prematuros sem motivo
ou com motivo deconhecido
O
que e muito importante a respeito deste assunto e que a
prematuridade e a maior causa de morte perinatal. Por isso, não
podemos ignorar nenhum fator e nenhuma eventualidade, frente a uma
grávida com risco de parto prematuro.
A prevenção, então, tem que ser a maior preocupação do obstetra ou
do medico qualquer.
Alias, fazer profilaxia.
Profilaxia pode
ser primaria, secundaria ou terciária.
Porem, na maioria das vezes, e quase impossível remover os fatores
de risco. Imaginem uma grávida com diabetes, ou com alguma
malformação do útero ou mesmo do colo.
Melhor funciona a profilaxia secundaria – isto e DEPISTAR as
alterações e estabelecer uma conduta profilática.
A profilaxia terciária – inibição de trabalho de parto
– vai usar a tocólise.
A PROBLEMA
MAIS IMPORTANTE E DETECTAR O RISCO DESTAS
PACIENTES.
-
VIGIA AS
CONTRAÇÕES UTERINAS
A
grávida esta com contrações mais fortes que esperado?
-
FAZER
MEDIDAS DE COLO UTERINO
Podemos fazer
isso pelo toque vaginal, mas e melhor usar a ultrasonografia porque
o toque pode ter caráter subjetivo.
Hoje nos sabemos que um colo normal e um colo acima de 30 mm. Ate a
26-28 cm não tem risco de acontecer um parto prematuro.
Um colo com menos de 20 mm já esta problemático, especialmente de
20-24 semanas.
-
ESCALA
DO PAPIERNIK
Ele usa os
seguintes fatores:
-
Fatores
sócio-profissionais
-
Constituição da
grávida
-
Antecedentes da
grávida
-
Evolução das
gravidezes anteriores
Ele anota
esses fatores de 1 a 5. O total classifica o grupo de risco da
grávida:
1 – 5 não tem risco
5 – 10 risco potencial
Acima de 10 o risco e evidente
|
1
|
2
crianças ou mais sem ajuda familial
Nível sócio econômico precaro
|
Curetagem a
intervalo curto depois o ultimo parto
|
Trabalho no
céu aberto
|
Fadiga
normal
Aumento excessivo de peso
|
|
2
|
Gravidez
ilegítima
Idade menor de 20 anos
Idade maior de 35 anos
|
Curetagens
|
Mais de 3
andares sem elevador
Mais de 10 cigarros/dia
|
Aumento do
peso com menos de 5 kilos
Albuminúria
Hipertensão
|
|
3
|
Nível
econômico-social muito baixo
Altura menos de 1,55
Peso embaixo de 45 kilos
|
Curetagens
Uter cilíndrico
|
Varias viagens
diárias
Esforços incomuns
Trabalho cansativo
Viagens longos
|
Diminuição de
peso desde a ukltima consulta
Cabeça baixa, segmento inferior já formado,
Pelviána a 7 meses
|
|
4
|
Idade menos de
18 anos
|
Pielonefrite
|
Metrorragias
no segundo trimestre,
colo curto ou deiscente,
útero contratil
|
|
5
|
Malformações
uterinas,
1 aborto tardio,
1 parto prematuro
|
Gestação
múltipla
Placenta praevia
hidramnio
|
O
desvantagem destes sistemas de avaliação e que não considera alguns
fatores epidemiológicos como estado febril, doenças preexistentes,
infecções vulvo-vaginais.
Então deve ser considerado:
-
Idade menos
de 20 anos
-
Celibatária
-
Peso embaixo
do 50,8 kilos
-
Fumante
-
Vários
abortos espontâneos, especialmente no segundo
trimestre
-
Gestações
múltiplas
-
Histórico de
parto prematuro na ultima gravidez
-
Histórico de
neonato morto ou morte perinatal nas ultimas
gestações
-
Infecções do
trato urinário durante a gravidez
-
Atividade
uterina importante espontânea antes do prazo
-
O orifício
uterino dilatado
-
Hemoglobina
embaixo de 9g/100 ml
CONDUITA
TERAPEUTICA
Digamos que já a grávida esta com risco alto de parto prematuro, o
terapeuta tem já que decidir qual são as decisões que ele vai tomar
em pré-natal:
-
Recomendações de
higiene (repouso no leito em decúbito lateral esquerdo)
-
Recomendações de
dieta
-
Recomendações
multidisciplinares
-
Suplemento de
progesterona
PORQUE
SUPLEMENTO DE PROGESTERONA?
A progesterona (pro=por ; gesta=gravidez) esta, normalmente
secretada pelo corpo lúteo, e favorece o silencio uterino, falta
das contrações uterinas. O corpo lúteo secreta mediado pelo LH,
mas, se existir uma insuficiência ovariana de causa hipofisaria e o
LH esta já insuficiente, pode correr risco de parto prematuro pela
insuficiência de corpo lúteo, ai, vamos precisar de impedir isso
suplementando a progesterona.
Os
preparados éticos são UTROGESTAN, EVOCANIL, CRINONE
PROGESTERONA
Ações
terapêuticas.
Progestágeno.
Propriedades.
Os progestágenos transformam o endométrio proliferativo em
secretor, inibem a liberação de gonadotrofinas hipofisárias e, com
isto, previnem a maturação folicular e a ovulação. Inibem, também,
a contratilidade uterina. A resposta nos tecidos moles depende do
estímulo estrogênico prévio.
Indicações.
Amenorréia, sangramento uterino anormal causado por desequilíbrio
hormonal em ausência de patologias orgânicas (fibrose submucosa,
câncer uterino). Anticoncepcional. Menorragia, endometriose,
preparação do útero, na mulher sem ovários, para fertilização in
vitro.
Posologia.
Depende do progestágeno utilizado e da forma farmacêutica; 5 a 10mg
diários durante 6 a 10 dias para a amenorréia secundária; 5 a 10mg
diários durante 6 dias no sangramento uterino funcional.
Reações adversas.
Sangramento, mudança no fluxo menstrual, amenorréia, edema, aumento
ou diminuição de peso, mudanças na erosão e na secreção cervical,
icterícia colestática, erupções (alérgicas), melasma ou cloasma,
depressão mental. Quando combinados com estrógenos, foram
observados tromboflebite, embolia pulmonar, trombose e embolia
cerebral, hipertensão ocular, mudanças na libido, tonturas, fadiga,
dor nas costas, cefaléias, hirsutismo, síndrome pré-menstrual,
nervosismo, eritema nodoso, prurido.
Precauções.
Os progestágenos devem ser suspensos se a paciente apresentar uma
perda repentina da visão, ou aparecer proptose, diplopia ou
enxaqueca. Se o exame ocular indicar edema papilar ou lesões
vasculares da retina, deve evitar-se sua administração. Quando
forem administrados durante os primeiros quatro meses da gravidez,
os progestágenos podem causar dano fetal (masculinização do feto
feminino, hipospadia, defeitos cardíacos e nos membros). Também
provocam edemas, por isso os pacientes com epilepsia, enxaqueca,
asma, insuficiência cardíaca ou renal devem ser controlados.
Administrar com precaução em pacientes com antecedentes de
depressão. O efeito do fármaco no lactente é desconhecido. A
segurança e a eficácia em crianças não foram estabelecidas.
Contra-indicações.
Tromboflebite, tromboembolia, ictus cerebral. Carcinoma de mama
suspeito ou conhecido. Sangramento vaginal não-diagnosticado.
Aborto. Gravidez. Antecedentes de gravidez ectópica. Actinomicose
genital.
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